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Já dirigimos: Audi RS3 é esportivo de respeito na era dos eletrificados

Apresentar um esportivo nos tempos atuais é um milagre. Basta ver o portfólio das marcas generalistas para perceber que praticamente todos desapareceram. Poucos sobrevivem, mas que estão perto da extinção ou, na melhor das hipóteses, se tornarão híbridos ou 100% elétricos. 

Mas antes do fim do motor a combustão, estamos vivendo uma era dourada que, mesmo com muita eletrônica embarcada, ainda conseguimos nos divertir. O novo Audi RS3 é um desses bons exemplos, pois mantém seu aclamado motor 2.5 TFSI, de 5 cilindros, sem eletrificação e com um desempenho que o coloca diante de esportivos maiores. Como comparação, faz de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos, como o Audi R8 V10 RWD de 540 cv. 

Dinâmica melhorada

Esteticamente, o Audi RS3 recebeu novos parachoques, uma grade dianteira destacada e maior e grandes entradas de ar. É equipado com faróis full LED e, como opcionais, pode receber os LEDs Matrix. A Audi até se permitiu algumas extravagâncias, como uma bandeira xadrez que aparece na apresentação de abertura do carro, enquanto no outro lado aparece a inscrição RS3. Em movimento, a bandeira ocupa os dois faróis. 

Comparado com o RS3 da geração anterior, o novo tem 33 mm a mais de largura na frente e 10 mm na traseira. Os engenheiros também retrabalharam a suspensão e a parte de estrutura da carroceria, sendo o RS3 100 mm mais baixo que um S3 e 25 mm que um A3 normal, como o que temos no Brasil até o momento. Em cores, duas novas foram adicionadas no catálogo, como o Kyalami Green (do carro testado) e o Kemora Grey, vista apenas no R8. Diversos detalhes em carbono e alumínio completam o pacote. 

Telas, telas e mais telas

Por dentro, o RS3 recebe mudanças na comparação com um A3 normal. A Audi incorporou novas formas de exibição no painel de instrumentos, sendo um deles o RS Monitor, que exibe temperaturas de arrefecimento e de óleo do motor e câmbio, assim como a pressão dos pneus. A tela central hospeda um sistema completo e guarda um seletor de modos de condução com 7 opções, dois deles opcionais no pacote RS Dynanic Plus, opcional. 

Em espaço, embora não seja algo importante em um esportivo como o RS3, não é um destaque. No porta-malas, apenas 282 litros no Sportback e 321 litros no Sedan, como o que andamos na França. 

Um clássico melhorado

O motor do RS3 segue como o centro das atenções. Mesmo depois de tantos anos de história e 9 vezes premiado como o "Motor Internacional do Ano", o famoso 2.5 TFSI de 5 cilindros segue (bem) vivo, mesmo com tantas normas ambientais que assolam o mundo automotivo. Como a geração anterior, ele desenvolve 400 cv (de 5.600 a 7.000 rpm), mas agora com 51 kgfm de torque (500 Nm) de 2.250 a 5.600 rpm, um aumento de 1,1 kgfm na comparação com o anterior. 

Com isso, ele chega aos 100 km/h em 3,8 segundos, enquanto a velocidade máxima é limitada a 250 km/h, ou 280 km/h com pacote opcional. No já citado RS Dymanic Plus, ele chega aos 290 km/h. A potência é transmitida para as rodas com uma tração integral e câmbio automatizado de dupla embreagem de 7 marchas, na qual a Audi aumentou a velocidade de trocas.

O sistema de escape tem um conjunto de válvulas variável, com diversas posições. Ajustado através do seletor de modos de condução, pode ser totalmente aberto nos modos Dynamic e RS Performance para dar ênfase ao motor, embora tenha perdido alguns pipocos da geração anterior - provavelmente por algo ambiental...

Mas a principal novidade desta geração do RS3 é a chegada de um diferencial traseiro ativo. Ele substitui o antigo diferencial traseiro por um conjunto de embreagem multidisco controlado eletronicamente, que garante a quantidade certa de torque para cada roda traseira. Em uma condução mais dinâmica, o diferencial ativo aumenta o torque para a roda externa, ajudando a reduzir as saídas de frente. 

Este diferencial também permite andar de lado, o drift. Ele direciona a potência para apenas uma das rodas traseiras, com até 178,5 kgfm de torque. A Audi desenvolveu até um modo de condução pra isso, o RS Torque Rear. Há também o RS Performance, que define automaticamente as configurações de motor e transmissão para o uso nas pistas. 

Ao volante

O novo Audi RS3 é diferente, mesmo que tenha o mesmo motor e mais ou menos as mesmas características. O turbolag abaixo das 2.500 rpm ainda está lá, mas quando realmente se pressiona o acelerador, o ronco te lembra que ali está um 5-clindros premiado e apaixonante. Com o controle de largada, a saída é rápida e semelhante a um Audi R8. É algo impressionante para um compacto, mas nada inédito.

Nosso test-drive aconteceu ao lado do Mont Ventoux, na França, com diversas condições climáticas até seu cume, e muitas curvas. As curvas, que eram as piores inimigas do antigo RS3, mas que se reconciliaram com o novo, pois as contorna com desejo e delicadeza. Com cerca de 60 kg a mais que o anterior, os 1.575 kg do nosso RS3 Sedan são fáceis de domar e até freamos cedo demais em algumas entradas de curva, já que ele melhorou muito esse ponto. 

Se isso acontecer, aproveite. Basta acelerar e a força vai para a roda traseira externa e ajuda a fazer essa curva com o novo diferencial. Se quiser mesmo, até consegue andar de lado de forma simples. Basta entrar mais devagar e acelerar mais cedo, com a traseira nos dando uma bela amostra do que pode fazer antes de colocar as dianteiras retas e acelerar rápido, muito rápido. 

Para se ter o máximo, considere configurar o RS Program Individual, onde se pode ajustar o ESP, o diferencial e a direção para o modo Dynamic. Para seu próprio bem, também pode configurar a suspensão, com o pacote Dynamic Plus. 

Como no Ventoux as curvas te jogam de um lado para o outro, dá para detectar um dos pontos negativos deste RS3. Os bancos não oferecem o apoio necessário e são esportivos apenas no nome, apesar de ao menos serem confortáveis. Um conjunto mais concha não teria sido má ideia. 

No antigo RS3, o sistema de freios era um de seus problemas, subdimensionados diante do seu desempenho. O novo RS3 agora está equipado com um conjunto de série com pinças de 6 pistões, maiores que o anterior. Como mencionado, os freios de cerâmica são opcionais e são 10 kg mais leves que os de aço. Seu diâmetro é semelhante ao conjunto de um Audi R8 e, claro, freiam forte, embora preferíamos ter o conjunto de série de aço para poder comparar com o anterior. 

O novo Audi RS3 fica confortável na pista, como evidenciado com seu tempo de 7:40 em Nürburgring, quando equipado com os itens certos: os pneus Pirelli Trofeo R (opcionais em rodas específicas de 1.400 euros na Europa) e os freios de cerâmica (5.850 euros). Mas fique tranquilos, os pneus que vem de série nas rodas de 19" já fazem o trabalho perfeitamente, ao menos em estradas e ruas.

Conclusão

O novo Audi RS3 só poderia sair com uma avaliação positiva, principalmente no atual cenário, mas também em referência ao anterior que não era muito divertido, onde o motor 2.5 turbo era apenas um fardo a ser carregado na dianteira. 

Muito disso se resolveu com o novo diferencial traseiro. Agora sim o conjunto do RS3 está no mesmo nível de seu fabuloso motor, mesmo que sua vida não seja muito mais longa pelas normas ambientais. Este pode ser o último RS3, mas ao menos é um bom RS3.

Fonte: Motor1





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